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Em SP, 70% dos ciclistas usam bicicleta para trabalhar

Para o senso comum, bicicleta é mais um hobby do que um meio de transporte, um exercício nos fins de semana, perfeita para um passeio pelo Parque do Ibirapuera. Segundo pesquisa do Metrô, no entanto, mais de 70% das viagens feitas diariamente de bicicleta na capital paulista são para trabalhar – pelo menos 214 mil moradores usam esse meio para chegar ao trabalho todos os dias.
Se forem levadas em conta outras atividades do dia a dia, como ir para a escola, fazer compras ou ir ao dentista, o índice sobe para 96%. Recreação mesmo, como pedalar pelos parques, responde por apenas 4% das viagens. “Há um consenso de que a bicicleta é usada para lazer. Mas o uso está mais ligado à periferia e à população de baixa renda”, diz o professor de Transportes da USP Jaime Waisman. “E agora há jovens de classe média que usam por ideologia.”
A pesquisa “O Uso de Bicicletas na Região Metropolitana de SP”, de agosto do ano passado, aponta ainda que a capital tem quatro polos de bikes. Ao analisar os distritos com mais de 2 mil viagens por dia, observa-se que 70% delas estão reunidas em Grajaú (e Socorro), Vila Maria (Vila Medeiros, Tremembé e Jaçanã), Jardim Helena (Itaim Paulista, São Rafael, Itaquera e São Miguel Paulista) e Ipiranga (Cursino e Sacomã).
O campeão de uso de bicicletas é o Grajaú, no extremo Sul, onde são realizadas 9,4 mil viagens diárias. Essa é a única localidade em que o motivo principal não é trabalho, mas assuntos pessoais – como ir ao banco ou ao dentista. “É um local populoso e de baixa renda, por isso se usa muito a bicicleta para coisas cotidianas. E a topografia ajuda. Mas também fica longe e as viagens para trabalho precisam ser em outros meios”, diz a analista de Transportes do Metrô e responsável pela pesquisa, Branca Mandetta.
Quadro parecido ocorre na Zona Leste da capital. Muitos ciclistas ali, no entanto, fazem uso conjugado da bicicleta com outro meio de transporte. Prova disso é que os bicicletários de estações da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM), como Itaim Paulista e Jardim Helena, ficam abarrotados durante quase todo o dia, esvaziando apenas no fim da tarde, quando estudantes e trabalhadores descem dos trens e seguem pedalando para casa.

Atropelamento de Ciclistas em Porto Alegre

Um grupo de ciclistas que tradicionalmente percorre as ruas do bairro Cidade Baixa, em Porto Alegre, na última sexta-feira (25/02) de cada mês à noite, foi atropelado por volta das 19h. Segundo a Brigada Militar (BM), 100 ciclistas do movimento Massa Crítica seguiam pela rua José do Patrocínio, quando foram surpreendidos por um Golf preto na esquina com a rua Luiz Afonso. A maioria escapou do atropelamento, mas 10 ficaram feridos, sendo cinco com lesões, que foram encaminhados ao Hospital de Pronto Socorro.

Conforme um dos ciclistas, que se identificou apenas como Bruno, 21 anos, o motorista do Golf não respeitou a aglomeração e “tocou por cima”. “Saímos do Largo Zumbi dos Palmares, na Cidade Baixa, mas ele rompeu a barreira. Sempre que tem esse movimento, há uma organização, e ele não respeitou isso. Nós ainda dissemos ‘tem que esperar, vamos respeitar’, mas ele não gostou e uns 500 m depois atropelou quem pode”.

A polícia disse que o atropelamento foi intencional e que o motorista do Golf acelerou várias vezes antes de derrubar os ciclistas. Após ouvir testemunhas, os policiais conseguiram a placa do veículo e identificaram o proprietário como Ricardo José Neif, 47 anos.

Quatro viaturas da BM e cinco ambulâncias fizeram o atendimento dos feridos. A rua estava bloqueada e um grupo de ciclistas fez protesto exigindo segurança no trânsito. O movimento Massa Crítica, segundo o seu site, “é uma celebração da bicicleta como meio de transporte. Acontece quando dezenas, centenas ou milhares de ciclistas se reúnem para ocupar seu espaço nas ruas e criar um contraponto aos meios mais estabelecidos de transporte urbano. A Massa Crítica é organizada de forma horizontal, não tem representantes, porta-vozes, nem líderes. Ela não tem uma voz. Ela tem tantas vozes quanto participantes. Cada um é livre para levar a manifestação ou a reivindicação que quiser”.

Funcionário do Banco Central Ricardo Neis,  se entregou e assumiu ter atropelado um grupo de ciclistas, em Porto Alegre (RS), afirmou nesta segunda-feira  (28/02) que não teve “alternativa” a não ser avançar com o carro sobre os manifestantes da Massa Crítica. “Eles me agrediram. Eu tive que fazer isso”, afirmou, após depor por cerca de três horas e meia no Palácio da Polícia.

“Eu estava passando com meu filho ali e fui agredido pelos ciclistas. Estou tremendamente transtornado com tudo o que aconteceu. Lamento muito o que aconteceu com eles (ciclistas) todos, mas eu não tive outra alternativa. Eu estava sendo agredido, eles quebraram o retrovisor”, disse.


Alguns dos ciclistas vítimas de um atropelamento na última sexta-feira, no bairro  Cidade Baixa, em Porto Alegre (RS), foram à Divisão de Crimes de Trânsito, no Palácio da Polícia, para prestar depoimento na tarde desta segunda-feira. Na chegada, eles negaram a versão da defesa do motorista Ricardo Neis, 47 anos, que teria se sentido ameaçado pelos ciclistas após supostos golpes a seu carro. “Ele é um psicopata”, disse Marcos Rodrigues, 27 anos, um dos atropelados

Por volta das 11h50, Neis se apresentou à polícia para prestar depoimento. Ele entrou pelos fundos da divisão enquanto seu advogado, Luís Fernando Albino, falava com a imprensa. Ele ainda prestava esclarecimentos aos policiais quando o grupo de ciclistas chegou ao local. Sobre a possibilidade de ficar frente a frente com o suspeito, Rodrigues disse: “Não tenho nada para falar com ele. Quero que ele vá para a cadeia. A gente não fala a mesma língua”.

Rodrigues, que é ciclista mensageiro, disse que, no momento do atropelamento, ouviu o barulho das colisões e achou que era um pequeno acidente de trânsito. Quando olhou para trás, porém, viu o carro se aproximar em alta velocidade. Atingido, ele sofreu ferimentos na cabeça na queda e ficou inconsciente. O ciclista foi atendido no HPS e liberado por volta de 0h.

Bastante emocionado, o ciclista chorou ao cogitar um passeio com mais pessoas, como ocorre normalmente. “Graças a Deus a manifestação da última sexta foi menor que nos outros meses, que não tinha tanta criança, porque, se houvesse crianças, elas não seriam levantadas pelo carro, e sim ficariam embaixo do carro”, afirmou. “Não tem explicação. O que ele fez foi um ato hediondo”, disse, se referindo ao motorista como um “monstro”.

Aviso às autoridades sobre manifestação
Os ciclistas rebateram os argumentos da defesa de que a Empresa Pública de Transporte e Circulação (EPTC) nem a Polícia Militar foram avisadas do evento. “Isso é uma piada, porque a gente faz essa manifestação todo mês e eles sabem disso. Isso é uma vergonha”, afirmou Rodrigues. Para ele, mesmo que o ato estivesse irregular, não serve como justificativa para a atitude do motorista.

“A gente fecha a via por questão de segurança. A gente não libera o trânsito em uma pista porque conhece os motoristas da nossa cidade”, afirmou, acrescentando que a chance de acontecer um acidente seria muito grande caso os ciclistas e os carros ficassem juntos. “A gente não pode pedir escolta para a EPTC toda vez que for de bicicleta ao trabalho”, disse. O ciclista afirmou que pretende processar o motorista, mas não sabe se o grupo entrará com uma ação coletiva.

Segundo integrantes do movimento, a Massa Crítica não pede escolta durante suas manifestações em outros lugares do mundo justamente para pregar o respeito aos ciclistas e o uso cotidiano das bicicletas.

Tapa no carro é para alertar, diz ciclista
Outra vítima que foi prestar depoimento foi a professora Aline de Morais Rodrigues, 41 anos. Ela confirmou que um jovem estava acompanhando o condutor. “Eu fui uma das pessoas que foram até o lado do carona para dizer ‘espera aí’ para o motorista”, afirmou. Ela, no entanto, negou que os ciclistas tenham batido no veículo. “Tapa no carro, se houve, é mais para alertar. É uma reação a uma agressão sofrida”, disse.

De acordo com o movimento, o condutor bateu em duas bicicletas na altura do Largo Zumbi dos Palmares, de onde os ciclistas saíram pela rua José do Patrocínio. Segundo testemunhas, o motorista parou o carro, esperou que o grupo se afastasse e “pegou distância” antes de acelerar e atingir os ciclistas.

“Me joguei no chão para o lado direito e só deu tempo de ver o carro passar a cerca de 1 m, 1,5 m de mim”, disse a professora, que participava do passeio com o filho de 22 anos. “Eu não sabia onde estava meu filho. Quando aconteceu (o atropelamento) eu entrei em choque. Eu fiquei desesperada porque não via meu filho”, disse.

O DJ Sérgio Costa, 34 anos, integra a Massa Crítica, mas não estava presente na manifestação da semana passada. Ele, porém, foi até o Palácio da Polícia nesta segunda para prestar solidariedade aos amigos que foram vítimas. Costa afirmou que o movimento tem a característica de ser pacífico e que espera que o condutor responda criminalmente pelo atropelamento.


Fonte : Terra

Manu Chao no CCJ

Este domingo (13/02) não fomos pedalar, mas foi por um bom motivo.

Um dos meus grandes ídolos fez um show ao ar livre e de graça e não poderíamos perder essa chance. Não se trata de uma banda qualquer e sim do grande Manu Chao, que além de músico é ativista e com sua música propaga a liberdade de expressão e liberdade para todos os povos.

Manu Chao é frances, cresceu influenciado pela cena punk que ascendia na década de 70. Já tocou em banda de rockabilly, mas obteve notoriedade mesmo no grupo Mano Negra. Anos mais tarde Manu monta um projeto chamado de Radio Bemba Sound System. Sem banda ele passa anos de sua vida viajando pela América Latina, inclusive o Brasil, onde obteve toda essa influência que mostra em seu trabalho até hoje.

A mistura de música caribenha, hardcore, reggae e muitas outras faz seu estilo ser indefinido mas muito bem recebido pelo seu público que também é muito variado.

O dia de ontem teria sido perfeito se não fosse o forte sol na cachola e a cerveja que não estava tão gelada, mas isso não impediu para que rolasse tudo de boa, o show rolou sem atrasos, a galera se respeitou e provou mais uma vez que ‘maluco’ gosta mesmo é de paz e música boa.

Antes do Manu Chao entrar no palco, fomos abençoados com o maracatu do grupo Suburbaque. O evento foi promovido pelo Centro Cultural da Juventude, que fica na vila Nova Cachoeirinha em comemoração de seus 5 anos.

Mais de Manu Chao: http://www.manuchao.net/
Mais do Grupo Suburbaque: http://suburbaque.wordpress.com/

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fotos por Didds

Viagem de Bike pela Mogi-Bertioga dia 15/01/2010

Para comemorar mais um ano de Espécie Rara, e também aniversário do membro fundador Marcelo (Skilo) ambos no dia 13 de janeiro, no último sábado dia 15 de janeiro fizemos uma viagem para Bertioga. Nosso ponto de encontro foi na cidade de Mogi das Cruzes de onde saímos em pedalada rumo a praia.

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…. CLIQUE AQUI …
e confira mais fotos em nosso álbum no Picasa

Fotos no Orkut
http://www.orkut.com.br/Main#Album?uid=3991185866822225549&aid=1295547282

Estavam presentes Marcelo(Skilo), Leandro(Lê) e Rodrigo (Didds).

Aniversário do Espécie Rara BC – Descida para Bertioga dia 15/01

Hoje, dia 13, o Espécie Rara Bike Clube junto com seu fundador, Marcelo (Skilo) fazem aniversário.  Foi em 2005 que a primeira trupe do grupo se reuniu e desceram a serra rumo a Bertioga. Esse dia foi o marco para o início deste grupo que ao longo desses 6 anos vem se renovando cada vez mais. Para comemorar mais um ano e a vinda de novos membros, dia 15/01, sábado, vamos realizar esse trajeto já tradicional entre ciclistas em geral da capital e da grande São Paulo.
Desceremos para Bertioga, à partir da estação da CPTM de Brás Cubas e seguiremos pela Rod. Mogi-Bertioga até o litoral. Nosso ponto de chegada na baixada será na Prainha Branca, do outro lado da balsa.

Estão todos convidados. Nos encontramos lá.
(não esqueçam o equipamento de segurança)

Vida longa ao Espécie Rara BC.

Descida para Bertioga – Espécie Rara Bike Clube
Dia: 15/01/11 (sábado)
Ponto de encontro: Estação CPTM Brás Cubas
Horário: 5:50hs – Saída: 6:15hs
Percurso: Rod. Mogi Bertioga (aprox. 50km até destino)
Local de chegada e permanência: Prainha Branca (Bertioga)
Volta: 16/01/11 (domingo)

…fotos da internet…

Não fique na mão – Previna-se

Escrevo este post inspirado numa coisa desagradável que aconteceu comigo nesta última sexta-feira (10/12/10).

Estava indo me encontrar com outros ciclistas para fazer um passeio pelas ruas da cidade. Meu destino era a Avenida Paulista e sai do Aricanduva.

No caminho, meu pneu dianteiro furou. Sem ferramentas e suprimentos necessários para efetuar o reparo, meu rolê acabou por ali mesmo, concluindo: fiquei na mão. Tive que voltar empurrando minha bike do final da Avenida Aricanduva até a minha casa, isso dá em média uns 8 quilômetros.

Não foi por falta de experiência e nem de aviso, foi por burrice mesmo. Ando de bike desde os 13 anos, voltei a praticar nesse último ano. Estou cansado de saber que imprevistos acontecem e devemos estar sempre prevenidos.

Isso me serviu de lição e aproveito e deixo esse aviso para os leitores:

Para qualquer passeio de bike, seja ele de longa ou pequena distancia, levem sempre um kit de ferramentas e suprimentos para que não fiquem na mão como fiquei.

É importante levar sempre:

- Reparos para câmaras;
- Uma ou duas câmaras reservas;
- Espátulas;
- Chaves de roda, de fenda e philips;
- Cabos de aço para os freios e para os câmbios.
- Alicate.

Também não esqueçam jamais os equipamentos de segurança:
- Capacete;
- Luz e a adesivos refletivos;
- Óculos de proteção;
- Luvas.

Não espero que aconteça com ninguém, e se acontecer estejam prevenidos.

Abs.
Didds

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